Cruzes Canhoto!
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9/12/2003

DISPARATES DE OURO - Se entre a esquerda houve champanhe, serpentinas e fogo de artifício para celebrar a morte de 3000 seres humanos, pelo contrário a direita ficou tão comovida que ficou com o cérebro toldado e desatou a dizer disparates. Ou por outras palavras, a esquerda homenageou as vítimas e a direita acusou-a de não homenagear as vítimas. Como algumas das acusações atingiram níveis de verdadeira genialidade, vamos então fazer uma revisão da matéria dada e dar prémios a quem de direito: CARAPAU DE OURO - O Jaquinzinhos professou a extinção das adversativas e muito especialmente da conjunção mais proletária de todas, o "mas". Ora antes, que o Jaquim dê o passo lógico seguinte e defenda a extinção dos adversários, congratulemo-lo por manter o gosto por discursos simplistas e censurêmo-lo por dificultar extraordinariamente a vida a advogados, cientistas, políticos e todas as outras profissões que consistem em analisar e explicar a realidade. Parabéns pelo carapau! BOGALHO DE OURO - Merecidamente para o Statler, que acusa o Daniel Oliveira de não ter consideração pelos familiares das vítimas do 11 de Setembro, por dizer que este foi um mau dia para a esquerda. Já sabem que para a próxima, não devem dizer junto do Statler que em 11/9/2001 fomos todos novaiorquinos senão ele acusa-vos de nunca terem estado em Nova Iorque, de nem sequer lá terem nascido e de estarem a difamar os nova-iorquinos ao dizerem isso. Mas parabéns pelo Bogalho. Só não continues a confundi-lo com o alho. ESCOVA DE OURO - Só pode ser para o Alberto Gonçalves que se dedicou a comparar os regimes Pinochet e Fidel Castro. Mesmo pondo de parte a assistência médica, o nível de literacia, a garantia dos nível de vida minimamente condigno e outros pormenores sem relevância, os resultados favoreceram claramente Cuba, pelo que o Berto foi forçado a tentar equilibrar as coisas dizendo que o Pinochet tem melhor aspecto que o Castro (opção que não abona em favor do sentido estético do Berto). Prémio bem merecido, portanto, por chegar à conclusão que uma ditadura de esquerda é preferível a uma ditadura de direita. Espantoso! Muito bem, muito bem! E O GRANDE DISPARATE DE OURO VAI PARA... - Pacheco Pereira, claro, por comparar a declaração de José Manuel Pureza com o negacionismo do holocausto. O prémio deve-se mais à falta de imaginação da comparação, que está ao nível da comparação de Saddam com Hitler, do que ao facto de ser falsa. Negar o holocausto é negar psicoticamente os testemunhos, as infraestruturas, os documentos e as fotografias. Associar os dois 11 de Setembros ao expansionismo americano é pegar num facto - a ligação dos EUA a ambos os factos (um confirmado por Colin Powell e outro bastante óbvio) e usá-lo, de maneira um bocado pacóvia, para propaganda. Palmas para o Abrupto. Discurso! Discurso! Discurso! J

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