Cruzes Canhoto!
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9/16/2003

EU TAMBÉM SOU MUITA MENTIROSO - Num comentário a propósito dos "Mitos do Chile", um tal de Almeida Tavares acusa-me de mentir sobre o "milagre económico" do Chile e refuta os meus números apenas dizendo que este Estado foi um dos que mais cresceu entre 76 e 95. Em vez de dar números alternativos, o Almeida limita-se a assinar "Almeida Tavares - Banco de Desenvolvimento Africano". Eu fiquei um bocadinho na dúvida se o "Banco de Desenvolvimento Africano" se destinava a suprir a falta de números palpáveis ou se representava a posição oficial do Banco (de ser fã do Pinochet). Se for o primeiro caso, lamento informar que não somos escolásticos, se for o segundo, não é exactamente a publicidade ideal para este blogue. Passando então a fazer aquilo que o Almeida não fez, os números que citei foram retirados de um estudo de Sherman Souther para a Universidade do Colorado e outro do recentemente falecido Steve Kangas.
Para além dos números já citados, acrescento então outros. O "milagre económico chileno" fez aumentar o desemprego de 6 para 22%, aumentou o número de população miserável de 20 para 40%, reduziu os salários médios em 20%, fez disparar a dívida externa e finalmente mergulhou o país na crise de 1982-1985. Crise essa que lançou toda a população para as ruas em protesto, e não apenas as madamas que nunca tinham pegado num tacho do tempo do Allende. Pinochet foi forçado a dar o chuto nos rapazolas de Chicago, a repor o salário mínimo, nacionalizar a economia a um ponto a que Allende nunca se atrevera, dar subsídios, lançar obras públicas (glup, mas isto parece... KEYNES!), etc. Três anos depois, a economia começou a recuperar, mas o tempo de Pinochet chegava ao fim.
E só mais um factozito, nada de relevante, fornecido por Greg Palast:
Há mais de um século que o cobre é o Chile e o Chile o cobre. O perito em metalurgia da Universidade do Montana, Dr. Janet Finn, observa, "É absurdo descrever uma nação como um milagre do livre empreendorismo quando o motor da economia permanece nas mãos do governo." O cobre constituiu 30 a 70% das exportações do Chile ao longo de todos estes anos. É o alicerce do Chile de hoje e está nas mãos do governo desde que Allende o expropriou das companhias americanas Anaconda e Kennecott em 1973 - o seu último legado ao país.
Belo "milagre" do neo-liberalismo. (E agora para garantir que ninguém se atreve a contestar.) Jorge Palinhos - Banco Nacional para a Reconstrução do Iraque

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