Cruzes Canhoto!
Cruzem-se connosco em cruzescanhoto@mail.pt
10/12/2003

QUAL JOÃO HUGO FARIA? - Os invejosos dos pastilhadores arranjaram um cromo só para eles. Um tal de Dantas que escreve isto: Acto de desprezo Desprezo o novo-riquismo e todos os males que a casta burguesa trouxe à nossa sociedade, fazendo do mundo uma caricatura grotesca e saloia de que os nossos descendentes hão-de troçar até às lágrimas. Desprezo o burguês e amaldiçoo todos os meus genes que provêm dessa casta, todos os meus ascendentes que porventura utilizaram a podridão para amadurecer as ideias e os actos. Desprezo o artista intelectual, porque além de proclamar aos jovens inocentes que o lixo viscoso que vomita é arte, ainda por cima tenta fazer do seu discurso uma lei - que, para os homens minimamente civilizados, não é digno senão de opiniões silenciosas, de desprezo. Desprezo o "jet-set", que não é mais do que a máquina de propaganda nazi do novo-riquismo. O que exibem eles? Dinheiro? Status social? Virtudes? - Dinheiro sujo ou originado por falcatruas é fácil de desprezar. Mais difícil (para o comum português) é o desprezo por todo o dinheiro que vem do negócio, instrumento da corrupção e do roubo. Em relação ao desejo de ascensão, o que mais enerva o novo-rico é quando percebe que todo o dinheiro do mundo não compra a fidalguia - porque ser fidalgo é ser "filho de algo", e o novo-rico é filho de pai incógnito e mãe que cheira a sopa. Como desprezo todo o novo-rico que ainda não entendeu isso e exibe o dinheiro e os carros, o canudo e as honras. Que verdadeiras virtudes tem o burguês? Aquelas virtudes que nascem com a pessoa e se desenvolvem com uma formação civilizada, não estão ao alcance dessa gente baixa. Por isso desprezo com todas as minhas forças a gente que acha que um canudo compra a civilização e o bom-gosto, a estética e a sabedoria. O que se ensina nas escolas é a forma como o sujeito burguês se deve comportar no seu mundo sujo em que as virtudes se vendem, se compram Desprezo o amor tal como é conceptualizado pelos novos-ricos. Desprezo as mulheres que se deixam comprar por um carro e os homens que se deixam vender pelas ideias das mulheres. Desprezo o amor das telenovelas, novelas e romances escritos por gente demasiado baixa para compreender a grandeza. O amor é um apalavra gasta, utiliza-se por tudo e por nada - por isso, desprezo com todas as energias que me restam todos os que utilizam a palavra amor em vão. O amor de que falam não é mais do que masturbação, não é mais do que a idolatria da própria imagem do espelho - opr isso, desprezo ainda a forma como conseguem estimular os sentidos perante um rosto monstruoso e destruir toda a pureza que os rodeia. Desprezo as mulheres, por tentarem ser homens. Desprezo os homens, por tentarem ser mulheres. Desprezo sobretudo o burguês homossexual que convenceu o mundo que os homens e as mulheres são iguais em tudo. Os homens e as mulheres são seres únicos e sagrados - desprezo quem não pensa assim. Desprezo as mulheres puras que têm vergonha da sua pureza, mas desprezo ainda mais as mulheres sujas que têm orgulho da sua sujidade, porque isso é que as torna verdadeiramente sujas. Desprezo os homens que escondem subtilmente (mas cobardemente) das coisas com palavras como "suja" e "limpa" - em vez de dizerem abertamente "já foi fornicada" e "ainda ninguém a fornicou".O resto? O que é os resto? O resto não foi, é ou será outra coisa senão um motivo sólido para eu continuar a desprezar, ainda com mais veemência. » Dantas, 2003-10-09 (19:23 Não é justo, nós também queremos gozar com um Barbuda da Opus Dei! J

Comments:


Ouem?

Blogue lusografo de comentario opinativo, irreverente, destrutivo e nao registado na SPA.



Arquivos

Arquivo
Página


Weboteca

Alertnet
Alternet
Arts & Letters
American Prospect
The Atlantic
Auto da Fe
BBC
Boston Globe
Courrier International
Granta
The Guardian
Harpers
Indymedia
Magazine Litteraire
Metamute
New Left Review
New Yorker
News Google
News Yahoo
NY Review of Books
The New York Times
Political Theory
Salon
Slate
Science & Technology
Wired
World Press


Blogoteca

Homage to Catalonia, G. Orwell
Folies Simultanees, J. Lacan
Historia do Estabelecimento da Inquisicao..., A. Herculano
Dieser Friede, T. Mann
Pentesileia, H. Kleist
Les Demoiselles D'Avignon, W. Rubin
O livro de Cesario Verde
Antropologia Estrutural, C. Levi-Strauss
Naked Lunch, W. S. Burroughs
O Fim da Aventura, G. Greene
The soul of man under socialism, O. Wilde
Quadrado
O Aleph, J. L. Borges
Diplomacy, H. Kissinger
A cor do tempo quando foge, B.S. Santos
A minha vida, Lou-Andreas Salome
Gengangere, H. Ibsen
Against the current, I. Berlin
Conversas de Cafe
Piano Magico, E. A. Cebolo
RootsWorld
De direita
Bouvard et Pecuchet, G. Flaubert
Tom Gordon, S. King
Haiku Handbook,W.J. Higginson
How to read a film, J. Monaco
Why Socialism?. A. Einstein
Minha vida, Suzana Flag
Os prazeres de Alfredo Saramago
Three men on a boat, J. K. Jerome
Livro de Estilo
A Murraca, C. Castelo Branco
Constitution of Liberty, F. Hayek
Mil Folhas
Wealth of Nations, A. Smith
A alma nao e pequena, v. h. mae e j. reis-sa¡
Zona Non
Planning for freedom. L. Mises
O canto e as armas, M. Alegre
Tale of a Tube, J. Swift
75 years of the Oscar, R. Osbourne
Mensagem, F. Pessoa
O General no seu labirinto, G.G. Marques
E pasta e basta!, M.L. Goucha
Ferida Amavel, E. Goncalves
Sobre os espelhos, U. Eco
Ate na prisao fui roubado!, A. Agostinho
Arcos e Pérgulas
Nocturnos, T. Waits
Illuminati, R. A. Wilson
No Reino da Dinamarca, A. O'Neill
Curso de Portugues, A. Areal
Lux
Alcorao
Miss Julie, A. Strindberg
Super Flumina Babylonis, Jorge de Sena
Dies Irae, P.K. Dick
Clio, Herodoto
A cultural history of menstruation, J. Delaney
Tudo o que se passa...,
O Fisico Prodigioso, J Sena
Analog
As melhores historias de gatos
Treason, Ann Coulter A condicao das classes trabalhadoras, F. Engels
Livro do profeta Isai­as




In Association with Amazon.co.uk