Cruzes Canhoto!
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2/27/2004

O FILME EXEMPLAR - Andrew Sullivan sobre o "tal" filme: Numa palavra, é pornografia. Por pornografia entenda-se a redução de toda a razão, emoção e carácter humanos a mera carne. O centro do filme é uma peça de sadismo totalmente repugnante e desprezível sem qualquer base evangélica. (...) Todo o filme é uma combinação doentia de teologia da Opus Dei com o estilo de Quentin Tarantino. (...) O seu objectivo é provocar a mais rasteira piedade humana e chantagem emocional - e resulta(...). E é anti-semita? (...) Na minha opinião, Gibson vai mais longe do que é tolerável. A primeira cena mostra Caifás a discutir com Judas o preço acordado por Jesus. Lá estão os judeus e o seu amor ao dinheiro. Nestas cenas há alguns actores que se assemelham às caricaturas nazis dos judeus, a ciciar, a conspirar e a insultar Cristo. Para evitar enganos, Gibson põe a própria elite sacerdotal judaica a espancar Cristo antes de o entregar aos romanos e faz Jesus dizer a Pilatos que a culpa é dos judeus e não dele. Gibson (...) põe a mulher de Pilatos a procurar Maria para lhe entregar toalhas para limpar o sangue e a interceder por Jesus. (...) Nesse sentido, esta é uma obra de arte profundamente imoral. Segundo o DN, "Vaticano fez saber que A Paixão de Cristo é «a transposição cinematográfica do facto histórico da Paixão de Jesus Cristo, segundo a narrativa evangélica»." O Papa terá dito "É como foi" e 5000 pastores evangélicos aplaudiram-no. (via Valete) Perguntas que eu tenho a fazer: 1) Será que se o filme tivesse sido realizado por alguém ligado à teologia da libertação/movimentos progressistas da igreja/agnóstico/outro qualquer que não ligado às facções mais fundamentalistas do cristianismo, ele teria todo este imprimatur institucional? 2) Será que os espectadores que encheram as salas onde passa esta "carnificina" são os mesmos que vociferaram que a mama da Janet Jackson era obscena? 3) Será que são os mesmos espectadores que fazem abaixo-assinados e criam comités para controlar a violência dos filmes de Hollywood ou os palavrões do hip-hop? 4) Será que se o realizador fosse europeu/de esquerda/crítico de Israel toda a imprensa de direita estaria a berrar que o filme era inequivocamente anti-semita? 5) Porque é que na pátria dos processos judiciais ninguém processou o filme por assassínio quando uma mulher morreu a vê-lo?

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