Cruzes Canhoto!
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3/16/2004

A DEFINIÇÃO DE TERRORISMO - Com uma certa coragem, o João questiona a "injustificabilidade" do terrorismo. Bom, eu recorro à definição do terrorismo do Departamento de Estado americano, mas num sentido mais lato, isto é, a "violência premeditada, politicamente motivada, contra alvos civis". Ao contrário do que se julga ou que alguns querem fazer crer, o terrorismo não é um fenómeno recente e muito menos inventado por intelectuais ou pela Revolução Francesa. No séc. I d.C os zelotas judeus degolavam publicamente os colaboradores do romanos para intimidar a população (ao que os romanos responderam com uma "guerra total contra o terrorismo" cujos efeitos ainda hoje assistimos), os thuggees indianos sacrificavam civis à deusa Kali, já para não falar dos hashishims muçulmanos, de onde derivou a palavra "assassino". Mais próximo temos também o caso de D. Pedro I, que se dedicou a pilhar e massacrar povoações inocentes em retaliação por o pai lhe ter morto a amante. A única diferença mesmo é tecnológica, com os terroristas a terem hoje acesso a equipamentos (bombas, meios de transporte de alta velocidade, televisão) que lhes potenciam as acções, ao mesmo tempo que têm muito mais direitos que os protegem. Claro que por uma organização ser qualificada de terrorista, não quer dizer que todas as suas acções o sejam. Por exemplo, será que a seguinte acção da ETA é, consensualmente, um acto terrorista? Foi em 1975 que um grupo da organização assassinou o Almirante Carrero Blanco. Este era o chefe da polícia secreta e sucessor escolhido do caduco Francisco Franco. A bomba cuidadosamente colocada elevou o carro nos ares, matando apenas ele e o seu motorista, não só livrando o mundo de outro fascista, mas também arruinando o plano sucessório de Franco. O ditador foi forçado a recorrer ao princípe Juan Carlos que, não só foi o melhor monarca Bourbon da história, como desmantelou rápida e eficazmente todo o sistema franquista. Slate Ao mesmo tempo, só porque alguém é qualificado de terrorista, isso não implica mais tarde não seja redimido ou mesmo exaltado. Veja-se o caso do Nelson Mandela. Ou daquele famoso terrorista inglês, sobre cujos feitos passou recentemente um filme na televisão, que pilhava e matava com intuitos políticos, de seu nome Robin de Locksley, mas mais vulgarmente chamado pelo sinistro nome de Robin dos Bosques.

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