Cruzes Canhoto!
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3/10/2004

EXAMES DO 12.º ANO - Pronto, Jaquim, se passares a isto podes depois andar a passear no Ensino Superior e arranjar facilmente um tacho, pois todos os teus colegas intelectualmente menos dotados ainda estão a repetir o 6.º ano. 1. Leia com atenção o seguinte texto Como funciona um exame nacional Tudo começa com a definição de currículos nacionais aproximadamente 3 ou 4 anos antes. Reúne-se uma comissão ministerial para cada disciplina que faz reuniões, junta material, selecciona os tópicos mais importantes, discute-os quais são mais ou menos importantes, faz listas de bibliografia recomendada, define parâmetros de avaliação, distribui os vários temas para os vários anos consoante a maturidade dos alunos, etc., etc.. Estes currículos têm de estar prontos ano e meio a dois anos antes de entrarem em vigor para permitir às editoras de manuais escolares prepararem os seus produtos. Se não houver mudanças governamentais e ministeriais entretanto (caso raro), a coisa estará despachada em cinco anos. Depois vem a elaboração dos exames. Reúne-se outra comissão ministerial que discute os tópicos a ser tratados, elabora listas de perguntas com base no programa curricular e define critérios de correcção mais ou menos rígidos, isto é, aquilo que o aluno deve falar para ter a resposta certa. Sabendo isto debata as seguintes questões: - Conhecendo-se a evolução rápida da ciência actual e a relativa morosidade da revisão dos programas, qual deve ser a posição do professor perante este dilema? Caso prático: os programas curriculares actuais de Biologia falam ainda dos ácidos, das bases e dos neutros. A ciência recente desqualificou esta distinção. Deve um professor ensinar aos alunos o que é considerado actualmente verdade, arriscando-se a que estes o apliquem no exame e sejam por isso penalizados, ou deve restringir-se a contar-lhes histórias da carochinha para poderem ter boa nota? - O saber humano abrange milénios e a escola abrange somente 12 anos. É manifestamente impossível ensinar todo o essencial do conhecimento em escassos nove meses por ano. Por outro lado, os professores são humanos e não máquinas de debitar conhecimento, com assuntos pelos quais têm mais interesse que outros. Suponhamos que há um professor de Português que tem grande interesse por um qualquer escritor português que não vem no programa, a propósito do qual tem imenso material. Deve o professor abordar esse tema que lhe interessa, tentando aproveitar o entusiasmo e material para alargar os horizontes e motivar os alunos, ou deve restringir-se à matéria do programa, mesmo com pouca vontade, para não prejudicar os alunos nos exames nacionais? Parte Prática: 1. Sabendo que há cada vez mais parte do mundo em que más notas nos exames levam a suicídios ou outras atitudes drásticas, escreva um pequeno ensaio justificando tal reacção como lógica pois quem chumba nos exames é obviamente inferior a quem passa. 2. Demonstre como é que os alunos podem compreender exactamente porque é que reprovaram e o que devem fazer para melhorar apenas tendo por base no "Reprov." que surge nas pautas dos exames nacionais.

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